5 Dicas para quebrar o ciclo vicioso da autossabotagem - Miguel Lucas
Desenvolvimento Pessoal 22/09/2016

5 Dicas para quebrar o ciclo vicioso da autossabotagem

Miguel Lucas Publicado por Miguel Lucas

Quando olhamos as nossas vidas e percebemos que ainda não chegámos onde pretendemos, ou que sempre que julgamos estar a chegar perto algo acontece que deita tudo a perder, devemos começar a procurar a raiz do problema. Por vezes o problema vive em nós, está presente no ciclo vicioso invisível que a nossa mente programou devido a mensagens negativas, comportamentos e padrões que fomos construindo e/ou que herdámos da família e amigos. Vamos criando hábitos disfuncionais por coisas que vamos ouvindo ao longo da vida, principalmente quando somos jovens e estamos a enraizar crenças acerca do mundo e de nós mesmos. São algumas dessas crenças que podem na atualidade estar a contribuir para a sua autossabotagem, sem que você esteja ciente disso.

Importa trazer para a consciência alguns desses padrões de comportamento e perceber o que pode estar na sua causa, para que depois possa instituir novos hábitos de pensamento mais funcionais e adequados aos seus objetivos de vida.

1- Descubra a raiz da sua mentalidade negativa

A melhor maneira de começar a entender os nossos comportamentos e padrões de pensamento é rastreando a fonte, compreendendo onde tudo começou. A sua mentalidade não poderá progredir, a menos que você realmente entenda o que está acontecendo. A psicologia clássica tende a culpar os pais por tudo negativo em nossas vidas. Claro, os pais são a nossa maior e mais forte influência enquanto estamos crescendo e sim, eles moldam e limitam as nossas crenças e autoestima por um enorme período de tempo. Meu ponto aqui não é continuar culpando os pais para sempre, mas entender que as nossas crenças negativas realmente têm uma razão lógica e explicável para existir.

Quando você percebe quais os tipos de pensamentos limitados que tem vivido durante a maior parte da sua vida, pode finalmente começar a mudar as coisas. Depois de entender os padrões de pensamentos e comportamento que repetidamente promovem a sua autossabotagem, você pode seguir em frente e implementar novas formas de gerenciar a sua vida.

Por exemplo: Importa abandonar a mentalidade de vítima para que você possa efetivamente perceber o que depende de si mesmo e pegar a sua vida nas suas próprias mãos, deixando de responsabilizar os outros pelos seus insucessos.

autossabotagem

2 – Fique ciente dos seus padrões de comportamento e pensamento

Todos nós temos padrões de comportamento e pensamento. Podem ser positivos, podem ser negativos, mas todos os temos. Há uma maneira repetitiva em que pensamos, sentimos e vivemos e estabelecemos os nossos objetivos moldados pela mentalidade restritiva e desesperançosa que originalmente fomos programados. Você prepara-se para falhar mesmo antes de iniciar um projeto? Você critica-se duramente se algo não for do jeito que queria? Você está constantemente negativo? O que a falha significa para você?

Você sabia que a maioria dos avanços científicos e de medicina na história da humanidade são um subproduto do fracasso? E quem determina se isso ou aquilo é “falha?” E se uma experiência errada é realmente a sua porta de entrada e a oportunidade de caminhar em direção a um novo caminho e criar uma nova vida?

Pense que cada novo dia é uma nova chance de reescrever a sua própria história. Você é o único escritor, não se faça acreditar que os outros possam traçar as suas decisões e escolhas. Em última análise, a última palavra é sempre sua. Escolha o que o capacita e descarte todos os padrões negativos que não o deixarão progredir.

Por exemplo: Mude as suas crenças de acordo com os seus objetivos de vida, valores e interesses para que mais facilmente consiga persistir quando alguns obstáculos atravessarem o seu caminho.

3 – Recupere o seu poder

Eventualmente os seus pais, educadores e pessoas que você se foi cruzando podem ter limitado os seus horizontes e não o fizeram viver com uma mentalidade positiva e confiante. Assim que fique ciente disso, reivindique o seu poder. Você é dono da sua própria vida agora, e possui todo o potencial para reverter os hábitos mentais que adquiriu. Anote todos os seus padrões mentais negativos num pedaço de papel e, ao lado de cada um, escreva qual seria a abordagem positiva dessa mentalidade. Reverta a sua negatividade.  

Reúna a sua lista cheia de mudanças positivas e coloque na parede, na sua geladeira, no seu espelho. Espalhe-o em todos os lugares, para que você possa lembrar-se do caminho a seguir.

Quando deixamos o medo governar as nossas vidas, ficamos paralisados ​​e fechados de forma instantânea, mas se usarmos o medo em nosso favor, podemos prosperar. Se somos corajosos o suficiente para superar os nossos medos mais profundos e provar a nós mesmos que eles eram apenas uma ilusão, eles tendem a desaparecer. A sensação de realização pessoal é enorme. Confie em si mesmo, confie nos seus instintos e pense que se você nunca tentar algo novo, nunca saberá o que está do outro lado.

Por exemplo: Potencie a sua mente, opte por palavras, pensamentos e imagens positivas. As palavras têm uma forte relação com os nossos pensamentos, com as nossas crenças e com a forma como nos vemos a nós mesmos. São armas poderosas ao nosso serviço.

4 – Crie um ritual e defina as suas metas

A motivação é excelente e será o pontapé de saída para a sua mudança, mas não vai durar para sempre. Haverá momentos em que você se sentirá desmotivado, com pouca energia e até mesmo duvidará de si mesmo. Lembre-se que a reprogramação das nossas mentes não é uma tarefa fácil. Na verdade, é uma grande mudança de vida. É por isso que a criação de rotinas e rituais é tão importante.

Estabeleça alguns objetivos prioritários que você pretenda realizar. Alguns desses objetivos deverão ser diários, outros semanais, outros mensais e também anuais. Isso é perfeitamente viável e permite-lhe ficar focado e orientado no seu caminho. Escreva-os e siga-os religiosamente. Você não precisa sobrecarregar-se e tentar fazer tudo de uma vez. Comece com poucos objetivos e verá o impacto que isso causará na sua vida. As maiores mudanças começam com pequenos e constantes passos. Lembre-se de que a perseverança é a chave mestra para o sucesso.

Dica: Quando escolher os seus objetivos (mesmo que pequenos e simples), seja específico e verbalize-os de forma poderosa, imaginando também os retornos positivos da sua concretização.

5 – Inspire-se nos seus modelos

Uma das coisas mais desafiadoras para muitas pessoas, para mim também, é encontrar modelos que nos inspirem. O tipo de pessoas de quem você pode seguir os seus exemplos. Para a maioria dos casos, as pessoas que nos cercam são realmente pessoas com mentalidade semelhante à nossa. Pessoas que não vão acreditar ou não querem acreditar na sua mudança, na sua evolução. Algumas dessas pessoas também podem ser disfuncionais.

Em consulta clínica, tenho tido muito exemplos de pessoas que realmente estavam paralisadas na sua vida porque tiveram famílias disfuncionais e emocionalmente abusivas. Também existem casos de famílias funcionais mas que são demasiado protetoras ou que impõem as suas ideias e crenças limitantes.

Usualmente ensino a pessoa a distanciar-me das ideias dessas pessoas e procurar modelos mais construtivos e positivos na vida. Felizmente, hoje todos temos acesso a grupos, fóruns, blogs e muitas outras comunidades virtuais de pessoas que se apoiarão mutuamente e essa é uma ótima maneira de se inspirar. Lembre-se que a grande maioria das situação em que se encontra hoje têm como causa as escolhas e decisões que fez anteriormente. Então, se você quiser ter um futuro mais próspero, comece a trabalhar no seu presente hoje.

Dica: Mude a sua história, se está insatisfeito faça algo de diferente. A mudança não é algo que nos separa, que nos estilhaça, que nos faz perder a noção das coisas, a mudança é algo que está ligado ao desenvolvimento, ao crescimento, à criação. É a vida a desabrochar em pleno.

Abraço,

Miguel Lucas

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Comentários
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Ramoniely Fernandes de Almeida

Suas dicas tem sido maravilhosas para mim, tenho me desenvolvido mentalmente e me sinto muito mais confiante em meus objetivos.
Muito obrigada por dispor esses conteúdos maravilhosos, tem me ajudado muito e acredito fielmente que tem ajudado muitas pessoas também.
Parabéns por esse seus trabalho tão maravilhoso.

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Miguel Lucas

Ramoniely, obrigado pelas suas palavras.
Fico muito contente por saber que tenho ajudado com os meus artigos.

Abraço,

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Marcel

Bom dia! Miguel Lucas
Tenho um impulso autodestrutivo com álcool e drogas que adquiri na adolescência e que hoje, por mais que eu lute, diminua, queira parar, não consigo.
Desde a adolescência solitária, minha mae era muito amarga, autoritaria (ao q me rebelei) – ela ate faleceu de cancer no pancreas por isso: tadinha teve a vida muito dura! -, juntei-me sempre, de la p ca, com amigos que fumavam comigo, e eu acabei desenvolvendo um pensamento (que me esforço por mudar hj) de que tinha que ser como meus ídolos do Rock na epoca: viver chapado etc. Quando fui morar no crusp estudando ciências sociais, fumava muito, aos poucos fui bebendo mais e mais e, por fim, há uns 10 anos, cruzei 2 vicios poderosos que me embalavam nos ilusórios fds. Mudei-me de SP ha 7 anos na tentativa de sair disso, mas continue (a cabeça era a mesma), até pq demorei p ver q enqto bebesse não me livraria da tentação de usar. Fiz yoga, meditação, acupuntura, terapia até o $ ficar curto, pois sou prof de ensino médio e tive o salário congelado por 5 anos por Alckmin. Já fui apresentado ao NA há uns 2 anos mas fui 2 vezes e parei, depois fui 2 vezes de novo e parei. Ontem resolvi me dedicar ao programa. Li muito livro espiritual – que me fez superar de certa forma meu apego pelo materialismo histórico e luta de classes que me faziam mal -, gosto do budismo, de krishnamurti e osho, e leio também psicólogos etc. Preciso me aprofundar mesmo no programa e meditar muito, pois à mínima tentação do prazer que imagens (falsas) de alegria em beber (que devem ter por trás o gatilho pior da droga) me seduzo. Gostaria de manter um ritual meditativo sempre para estar o máximo atento e consciente desses gatilhos, mas infelizmente o inconsciente me leva a sedução e faço merda pra depois ficar me culpando e arrependido do jeito q li no seu artigo. Você poderia me dar umas dicas pra eu conseguir não recair mais? Cada recaída é mais dolorida que a outra. Estou querendo me livrar desse passado, desde apego a uma identidade prejudicial. Amo a vida, surfo as vezes, jogo bola, mas à menor frustação (dor no joelho, sem gasolina na greve) recorro ao álcool e (mesmo sem a princípio querer isso) acabo me destruindo muito. Vou parar de beber e não deixar me seduzir. Pode me dar um tok nesse empreempreendimento? Obrigado

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