Como reduzir a vulnerabilidade à ansiedade? - Miguel Lucas
Saúde e Bem-Estar 22/09/2016

Como reduzir a vulnerabilidade à ansiedade?

Miguel Lucas Publicado por Miguel Lucas

Todos experimentamos ansiedade em algum momento das nossas vidas. Enquanto algumas pessoas só sentem ansiedade quando há uma mudança prevista nas circunstâncias da sua vida, outras ficam ansiosas com muito mais frequência. A Associação americana de psicologia (APA) define ansiedade como “uma emoção que é caracterizada por sentimentos de tensão, pensamentos de preocupação e mudanças físicas”.

Embora a ansiedade possa ser uma emoção saudável, aprender estratégias para reduzir a vulnerabilidade à ansiedade pode ajudar a evitar que a ansiedade se torne prejudicial até ao ponto de se transformar num transtorno psicológico.

Mas eu tenho uma boa notícia. Fruto de quinze anos de experiência em atendimento psicológico, e com o objetivo de ajudar o maior número possível de pessoas, organizei a SEMANA: VENCER A ANSIEDADE

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Características psicológicas relacionadas ao risco de transtornos de ansiedade

Vários fatores psicológicos foram associados ao aumento do risco de transtornos de ansiedade. Entre os mais pesquisados ​​está o conceito de sensibilidade à ansiedade. Este conceito foi definido como a resposta individual às alterações fisiológicas associadas à ansiedade e ao medo. Pessoas com transtornos de ansiedade têm reações psicológicas exageradas que refletem a interpretação errônea de sinais corporais, de modo que a pessoa percebe essas sensações inadequadamente como sendo prejudiciais e perigosas, levando de forma circular ao aumento da ansiedade e do medo.

Há evidências de que a preocupação dos pais com a ansiedade aumenta a sensibilidade à ansiedade nos seus filhos. A sensibilidade à ansiedade parece ser uma anormalidade de traço da personalidade e aumenta o risco de transtornos de ansiedade. Isso pode estar relacionado aos achados de que a superproteção dos pais, a crítica excessiva e a falta de afeto são fatores de risco para o aparecimento de transtornos de ansiedade na infância, contribuindo para a sua prevalência na vida adulta.

Os fatores de risco ambientais para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade (assim como depressão) incluem pobreza, exposição à violência, isolamento social e perdas repetidas de significado interpessoal.

Como a adversidade da infância cria vulnerabilidade à ansiedade?

A adversidade severa ou prolongada no início da vida muda o curso do desenvolvimento do cérebro e pode prejudicar a regulação emocional e o desenvolvimento cognitivo de forma duradoura. A ativação excessiva ou prolongada da resposta ao stress na infância, mostram os estudos, pode sensibilizar o cérebro de modo que esteja constantemente à procura de perigo e reage exageradamente a níveis mínimos de perigo.

Essas mudanças cerebrais são uma tentativa de proteção e de adaptações destinadas a promover a segurança em ambientes perigosos. Mas, uma vez que as crianças crescem e saem do seu ambiente inicial, essas mudanças cerebrais permanecem e podem fazer com que se sintam facilmente ameaçadas pelos desafios comuns durante a sua vida adulta.

Essa modelagem dos circuitos de processamento das emoções leva a uma reatividade emocional elevada, à falta de consciência emocional e à dependência de estratégias de regulação emocional inadequadas, como ruminação e preocupação.

Os tipos de experiências negativas na infância que dão origem a ansiedade posterior incluem atmosfera familiar negativa, abuso físico, emocional ou sexual, perda de um dos pais ou de outro ente querido, dificuldades sociais, e experiências escolares negativas, como bullying.

No entanto, o cérebro adulto possui a capacidade de neuroplasticidade. Embora exija esforço e, muitas vezes orientação de psicoterapia ou de algum tipo de programa terapêutico, as pessoas podem aprender a superar muitos dos efeitos nocivos das adversidades iniciais. É exatamente de acordo com esta possibilidade de restruturação funcional do cérebro que inside a grande maioria das estratégias e técnicas que irei revelar na SEMANA: VENCER A ANSIEDADE.

É possível reconectar o cérebro ansioso com novas práticas?

Ao longo da vida, o cérebro está sempre a fazer novas ligações em resposta às novas experiências. Cada vez que você vê, ouve, cheira, toca algo, aprende um novo facto ou tem uma nova experiência, a neurogénese é ativada no cérebro, novas proteínas são sintetizadas, novos caminhos neurais são forjados e eles comunicam a nova informação a múltiplos regiões do cérebro.

Como referi anteriormente, essa capacidade do cérebro é conhecida como neuroplasticidade. É possível estimular e direcionar a reconfiguração do cérebro, e é isso que a psicoterapia faz, assim como algumas da técnicas e práticas comportamentais que irei revelar na SEMANA: VENCER A ANSIEDADE

Estudos de imagens cerebrais mostram que a Terapia Cognitivo-comportamental – o tratamento de primeira linha para a maioria das formas de ansiedade e depressão (a qual utilizo na minha prática profissional) altera de forma duradoura a estrutura e função do cérebro, tanto restringindo a ativação da amígdala (estrutura cerebral responsável pelas respostas emocionais, como o medo e a fúria) em resposta a estímulos ameaçadores, quanto fortalecendo o córtex pré-frontal para que ele exerça controlo neural sobre a amígdala.

A psicoterapia com base na Terapia Cognitivo-comportamental, assim como toda a informação disponibilizada na SEMANA: VENCER A ANSIEDADE visa expor a irracionalidade da maioria das preocupações e equipar as pessoas para olhar para lá dos limites impostos pelas suas preocupações, para que não sejam governadas por elas.

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Abraço,

Miguel Lucas

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