Um processo eficaz para a cura das feridas emocionais
Terapias Psicológicas 22/09/2016

Um processo eficaz para a cura das feridas emocionais

Miguel Lucas Publicado por Miguel Lucas


Talvez, a longo prazo, nada nos retire tanta capacidade como as feridas emocionais. Podemos considerar feridas emocionais, todas as memórias que fazem disparar as mesmas emoções ou emoções equivalentes às que experienciámos no momento dos acontecimentos negativos e arrebatadores. É como uma tatuagem interna, que se faz sentir cada vez que um gatilho externo nos relembra o acontecimento indesejado, e nos altera o nosso estado de espirito, provocando dor emocional e grande incómodo.

Porque é que uma pessoa desencadeia reações emocionais negativas e dilacerantes? Porque é que determinados estímulos nos fazem perder as estribeiras ou nos fazem disparar emoções negativas que nos alteram o nosso estado de ser, prejudicando-nos ou levando-nos a fazer coisas que não queremos, nem gostamos? E, o que pode ser feito para deixarmos de ser atormentados por essas feridas emocionais?

O processo para não reagir negativamente aos gatilhos emocionais

Desenvolver a capacidade de perceber que estamos na presença de um determinado gatilho, que faz disparar emoções negativas em nós e conseguir não reagir de forma automática, evitando assim reagirmos negativamente, é o processo que pode permitir curar as feridas emocionais. É importante saber identificar a grande maioria dos gatilhos que temos dentro de nós (determinadas memórias, crenças, formas de interpretação, frustrações, expectativas, mágoas, rancores, ciúmes, medos) assim como os gatilhos exteriores (atividades, situações, cenários, acontecimentos, lugares, pessoas, compromissos, tarefas, conversas) que mexem connosco e que nos alteram o nosso estado de ser através da ativação de determinadas reações emocionais pejorativas (ansiedade, desânimo, irritabilidade, raiva, decepção, arrependimento, sentimento de culpa, angústia, nojo, vergonha, abatimento, injustiça).

No fundo, este processo, permite que se desenvolva a capacidade de sentirmos que o nosso corpo está a transformar-se internamente, que o nosso humor está a alterar-se negativamente. Para que, depois, conscientemente, consigamos dar indicações a nós mesmos para não seguirmos esses sentimentos e pensamentos negativos, e ativarmos um conjunto de estratégias que permitem regular esse mesmo estado, para um estado mais capacitador, e com isso agir em conformidade com os nossos objetivos.

Mudar a forma de interpretação dos gatilhos emocionais

Depois de sabermos identificar as principais fontes dos gatilhos emocionais, é importante implementar um nova forma de interpretar esses mesmos gatilhos que fazem “abrir” as feridas emocionais. Quando temos memórias de acontecimentos que facilmente são acionadas e nos remetem para o passado, ficamos vulneráveis, e as feridas emocionais tornam-se mais sensíveis às experiências do momento presente.

Cada vez que esses gatilhos são acionados, é porque alguém, ou algo, cutuca você num desses pontos sensíveis. Quando você carrega o peso do passado, quando você não consegue libertar-se dos condicionalismos e reestruturar os pensamentos acerca desses acontecimentos arrebatadores, uma dor constante afeta inconscientemente a sua vida (como qualquer dor crónica). Quando alguém ou algum acontecimento faz disparar esses gatilhos, de repente você experimenta uma nova dor bastante intensa e real, no momento. Isso é o que acontece cada vez que as suas feridas emocionais abrem.

Um ponto interessante a considerar sobre os gatilhos é que qualquer um pode fazer disparar uma nova dor. A nova dor muitas vezes não tem nada a ver com a dor original. Se você realmente desconhece a dor original, assim como os gatilhos que a acionam, você pode realmente acabar culpando a pessoa ou a situação que apenas serviu de detonador para a sua dor. Você pode acabar ficando irritado, frustrado ou  magoado, dando espaço para a criação de uma nova dor emocional, agora associada a uma nova situação, pessoa ou acontecimento. O que pode conduzi-lo ao aparecimento de novas feridas em cima das antigas.

Quando você se debruça sobre a questão dos gatilhos emocionais, é muito importante levar em consideração que quando altera o seu estado de ser, e por exemplo, fica extremamente irritado, não tem necessariamente que estar ligado ao que está a viver no momento presente, mas que provavelmente está relacionado à sua ferida emocional infligida no passado. Afinal, se você não tivesse uma ferida incrustada no seu ser, provavelmente você não reagiria de forma negativa, nem iria sentir dor alguma.

Esta ideia reflete-se na clássica anedota: “quando um casal está brigando sobre quem deve lavar os pratos, eles realmente estão brigando por algo mais.” Na verdade, a raiva do casal encontra uma forma para ser expressa no problema dos pratos sujos.

Quando você aprender a identificar os fatos geradores de dor emocional ligada ao passado, e perceber em que momentos e situações você fica vulnerável ao disparo dos seus gatilhos emocionais, então você deu o passo fundamental para ultrapassar o seu problema e começar a curar as feridas.

Então, como é que no dia a dia podemos desenvolver estratégias que nos permitam chegar ao ponto de já não desencadearmos reações emocionais negativas ligadas às feridas infligidas no passado?

feridas

O processo passo a passo: 

PASSO 1: IDENTIFICAÇÃO DAS FERIDAS EMOCIONAIS

O primeiro passo para a cura das suas feridas emocionais está no desenvolvimento do processo de identificação. Na prática o que você tem de fazer, é tomar consciência dos acontecimentos que originaram as suas feridas emocionais e, perceber a profundidade do incómodo e magnitude da dor.  Existem dois bons momentos para olhar para as suas feridas.

  • Durante a sua própria reflexão / tempo de introspeção
  • Diretamente no momento em que estão sendo acionadas

No tempo de introspeção, tudo o que vai fazer é procurar as memórias de momentos em que acionou ou desencadeou a dor emocional, por pensar em coisas que têm uma enorme reação emocional em você. (Por exemplo, em que momentos você reagiu com fúria, ou irritabilidade desmedida, e se arrependeu posteriormente). Assim, quando se dedicar ao processo de identificação das suas feridas emocionais, para que este seja eficaz, é importante registar as emoções que sentiu nesse momento e que tipo de comportamentos emergiram.

Uma vez que você comece a fazer isso em qualquer uma duas situações anteriores, (trabalhar nas emoções acionadas pelas memórias dos acontecimentos passados, ou enquanto os gatilhos emocionais estão a ser disparados e você apanha-se a iniciar o processo de reação emocional, tomando consciência do mesmo) você pode avançar para a segunda etapa.

Nota: A utilização de memórias poderá tornar-se muito valioso, pois você não tem que esperar que o processo seja desencadeado em acontecimento reais, podendo desta forma planejar as suas sessões de identificação das feridas emocionais com um pouco mais de facilidade.

PASSO 2: CHEGAR À RAIZ DO PROBLEMA

Agora que já tomou consciência das suas feridas emocionais e que gatilhos as fazem emergir (estímulos internos e externos) e que emoções se fazem sentir em todo o processo, o próximo passo é fazer  perguntas que permitam aprofundar a natureza  da ferida/gatilho emocional.

Pegando no exemplo acima: Porque sinto esta emoção quando “ele/ela me disse para lavar os pratos”?

  • Porque isso faz-me sentir como se ele/ela achasse que eu sou um inútil
  • Porque faz-me sentir como se eu o/a dececionasse
  • Porque isso faz-me sentir como se eu não fosse boa pessoa

A partir daqui você começa a repetir o processo de perguntar como se sente e porque é que se sente de uma determinada forma, a cada emoção, reação, comportament e novo gatilho que surge como uma resposta. Este parece ser um trabalho árduo, e é no começo, mas pouco a pouco você ficará muito eficiente no que faz, e não precisará continuar a registar as suas reações a cada episódio. Você também pode, eventualmente, descobrir que há um enorme conjunto de gatilhos que fazem abrir a mesma ferida emocional.

É importante ter consciência que este processo pode ser demorado e necessitar da sua força de vontade e persistência. No caso de sentir-me demasiado oprimido e cansado na aplicação do processo e, caso os resultados demorem em aparecer, dê um tempo a si mesmo, recupere as suas energia e volte a tentar.

Voltando a usar o exemplo de cima: Quando ele/ela me diz para lavar os pratos eu reajo com raiva, porque isso me faz sentir menos homem/mulher, por causa de no passado, quando eu tinha 6 anos a minha mãe disse-me:

  • Para homens: Lavar pratos é tarefa de mulher
  • Para mulheres: As mulheres estão condenadas a este tipo de trabalho inferior

Um episódio desta natureza poderia ser o suficiente para imprimir uma resposta emocional de desagrado, revolta ou vergonha, prepetuando-se até à idade adulta e causando problemas no relacionamento.

PASSO 3: SUPERAÇÃO DAS FERIDAS EMOCIONAIS

O processo de identificação anteriormente descrito, contém uma grande parte do processo de cura das feridas emocionais. Segue-se a tomada de consciência dos sentimentos associados às feridas/gatilhos emocionais e as razões porque esses sentimentos se fazem sentir. Esta parte do processo permite que você deixe de alimentar a dor que tem carregado por tanto tempo.

Na fase final de cura das feridas emocionais, importa trabalhar na remissão. A aceitação e autocompaixão é o último passo a ser dado para terminar com êxito todo o processo. Para chegar a este ponto, você precisa perdoar em três áreas distintas:


  • Liberte-se do ressentimento gerado por terceiros (outras pessoas)
  • Perdoe a si mesmo pela responsabilidade que tem na sua dor
  • Perdoe a si mesmo por ter deixado perpetuar a sua dor demasiado tempo

A – Libertar-se do ressentimento gerado por terceiros

Na grande maioria das vezes, o sentimento de injustiça, o rancor, ressentimento, raiva, nojo, que constituem a dor emocional de quem sofre, é acionada por essa mesma pessoa em nome das outras pessoas que contribuíram para o problema. As pessoas que participaram e podem ter sido responsáveis pela criação das feridas emocionais no momento passado, provavelmente, ainda continuam a machucá-lo no presente. Permita-se deixar de alimentar a ideia de que essas pessoas são responsáveis pela sua dor no momento.

Claro que no passado contribuíram para isso, mas podem não contribuir mais no momento presente. Olhe para trás usando a sua memória, e perceba que isso aconteceu no passado, e que você pode ressignificar o impacto dos acontecimentos, erguendo-se acima desses acontecimentos. Essas pessoas podem tê-lo magoado há muito tempo, mas você não vai mais permitir que continuem a machucá-lo no presente. Isso só é possível se você permitir. Não se deixe paralisar pelas suas barreiras emocionais.

Cada momento em que você reproduz as mesmas emoções e pensamentos que ficaram registadas e associadas a essas pessoas ou ao próprio acontecimento, não aceitando o que lhe sucedeu, você continuará a permitir que as pessoas envolvidas ou o acontecimento experienciado, continue a infligir-lhe dor emocional, prejudicando-o. Você não tem que gostar dessas pessoas, do acontecimento ou do que sofreu, apenas deve esforçar-se por distanciar-se do sucedido, libertando-se da sua carga emocional negativa e das amarras que ficaram e que avivam a sua memória do sofrimento passado.

cura

Volte ao passado. Para que isso seja possível, use a sua memória. Projete o cenário, a situação e as pessoas envolvidas. Visualize-se nesse momento passado. Construa um cenário, em que se veja a falar para essas pessoas, e que lhes diz, que não vai permitir que esses acontecimentos perturbem os seus objetivos e a sua vida em geral, no momento presente. Você irá dizer-lhes que não se permitirá deixar que o que aconteceu prejudique ainda mais a sua vida. Que as feridas sararam, e que quando a memória dos acontecimentos negativos surgir na sua cabeça, não irá fazer disparar os sentimentos negativos.

Você não irá mais colocar o dedo na sua ferida emocional. Você irá olhar para essas imagens na sua mente, como se tivesse a olhar para um filme de terror na tela do cinema, mas com uma particularidade, esse filme não tem som. Esse filme já não lhe faz disparar as reações emocionais negativas. Você, passou a controlar os seus comportamentos em reação às imagens associadas aos acontecimentos passado. Você está livre. Você vai conseguir abandonar o sofrimento.

B – Perdoar a si mesmo pela responsabilidade que tem na sua dor

Muitas vezes, sem saber, culpamo-nos pela responsabilidade que tivemos na nossa própria dor ou trauma. É importante libertarmo-nos desse sentimento de culpa e perdoar a nós mesmos pelo que aconteceu. Podemos estar carregando connosco pensamentos como “Eu era tão estúpido para deixar isso acontecer“, ou “A culpa é minha por não ter contado a alguém“, ou “Eu mereci o que me fizeram“, ou “Porque deixei fazer isso comigo”?, ou “Como me deixei chegar a este ponto”?

Você reconhece algum dos pensamentos acima nos seus próprios gatilhos emocionais? Você tem esse tipo de pensamento quando são acionados no momento ou quando são desencadeadas pela lembrança dos acontecimentos?

Perdoe-se. Tente perceber que o que aconteceu naquela época não era de forma alguma sua culpa. Ou, mesmo que ache que realmente foi culpa sua, tenha compaixão por você, e tente entender que naquela altura, com a informação que tinha, com as crenças que desenvolveu e, devido ao que estava a enfrentar, pensou e agiu daquela forma. Você reagiu e agiu da melhor maneira que sabia naquele momento. Provavelmente,  você fez o seu melhor e não tem nada de que se envergonhar por isso.

Mas, caso hoje julgue que poderia ter feito melhor, não se recrimine, perceba que cresceu com a experiência, que hoje tem uma outra visão das coisas, e que isso é extraordinário. Você pode hoje fazer de forma diferente e de acordo com aquilo que valoriza e pretende alcançar.

Por outro lado, se você acha ter sido vítima, então você não é mais uma vítima. Abandone a mentalidade de vítima. É importante que atribua a responsabilidade a quem ela pertence, e deixe de carregar esse fardo. A única coisa que depende de você mesmo é perdoar-se a si mesmo pelo que passou. Acione a autocompaixão. O amor que tem por você é o que está alimentando o processo de aliviar-se da sua dor.

C – Perdoar a si mesmo por ter deixado perpetuar a sua dor demasiado tempo

Muitas vezes, sem saber, ruminamos em torno do sentimento de culpa ou embaraço por deixar as nossas feridas emocionais ou traumas passados terem-nos afetado por demasiado tempo. Às vezes, achamos que fomos ridículos por nos deixarmos afetar negativamente por algo que não valia a pena. Às vezes pensamos ser “fracos” por nos deixarmos influenciar negativamente pelo passado doloroso.

É extremamente importante que você saiba que nenhuma ferida emocional ou trauma é muito grande ou muito pequeno. Não podemos julgar os acontecimentos nas nossas vidas nestes termos. Se algo nos afetou negativamente e/ou ainda nos afeta, então é tão importante como qualquer coisa que se encaixe nesse critério (ferida emocional ou trauma), não importa o que é. Nós não somos menos ou mais “pessoas” com base nos acontecimentos nas nossas nossas vidas que nos infligiu dor ou trauma.

Permita dizer as mesmas coisas ao seu “Eu” atual que você disse no exercício anterior às pessoas responsáveis pelas suas dores infligidas no passado. Tente afirmar para você mesmo que não é culpa sua o fato de ter vindo a causar toda a dor emocional que tem vindo a sentir todo esse tempo. Você não sabia ou não conhecia uma forma de lidar com as suas feridas e gatilhos emocionais.

Provavelmente você tem vindo a reagir de forma prejudicial para a sua vida, porque ainda não tinha aprendido as habilidades para curar as suas feridas emocionais. Agora que você teve contato com o que pode ser feito, agora que está no caminho para aprender essas habilidades, certamente irá continuar a fazer o seu melhor para superar o seu problema e ajudar a si mesmo. Permita-se a saber e a aceitar que você está no caminho certo e que sempre tem estado, só não sabia o que fazer para melhorar. Perdoe-se por não saber isso antes.

CONCLUINDO

Gostaria de acrescentar que este tipo de perdão, aceitação e libertação pode ser feito a qualquer momento durante o processo descrito nos três passos. Quanto mais profunda a ferida emocional que você está tentando superar, mais efeito isso terá sobre a sua vida em geral. Ou seja, se você conseguir deixar de reagir de forma negativa aos seus gatilhos emocionais, isso poderá ter um efeito dominó, deixando de ser desencadeado por incidentes semelhantes.

Descobrir o denominador comum dos seus gatilhos emocionais, é muitas das vezes um processo bastante longo e muito trabalhoso. Por exemplo, um trauma de infância pode ser extremamente doloroso e, muitas vezes, não é fácil de descobrir o denominador comum associado às feridas emocionais. Então, o processo de superação pode ser trabalhoso e necessitar de uma grande dedicação da sua parte. Certamente valerá o tempo e esforço empregue.

O perdão, aceitação e libertação são uma daquelas coisas que parecem fáceis, mas fica mais complicado quanto você pretende passar isso à prática. Por isso mesmo, você deve reunir o máximo de informação que lhe forneça formas e estratégias de implementar isso na sua vida. Para aprofundar este assunto, leia: Aceitação ao invés da resistência, encontre paz interior surfando os abalos a vida.

Boa sorte na sua busca por paz interior e felicidade através da cura das suas feridas emocionais. Para você refletir deixo um pequeno poema da minha autoria:

“Redecore o seu interior,
Chegou a hora de deitar fora essas mágoas que o passado pintou nas entranhas do seu coração,
Coloque um pouco de luz, dê umas pinceladas de otimismo,
Passe o espanador no seu rancor,
Tire do baú a sua força esquecida,
Coloque a esperança ao peito,
E, saia à rua com o seu sorriso resplandecente,
Exiba a sua grandeza.”

Abraço,

Miguel Lucas

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Comentários
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gustavo sousa

ola meu nome é gustavo, me indica um artigo de como corrigir a conduta de uma pessoa que sofreu na infancia a adolescencia diversos traumas e abusos emocionais.

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Miguel Lucas

Olá Gustavo, obrigado pelo comentário,

O artigo que escrevi sobre a ajuda para ultrapassar alguns traumas foi exatamente este.

Abraço

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Ricardo RJ

Excelente artigo,foi de grande ajuda para mim.Obrigado mais uma vez Miguel!

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Miguel Lucas

Olá Ricardo, obrigado pelo comentário.

Fico contente que o artigo possa ter ajudado.

Abraço

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Luciana Souza

Miguel, artigo interessante! Vou começar hoje mesmo meu processo de melhora.

Obrigada

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michelli

tudo o que eu estava precisando ouvir…é tudo o que eu tenho passado: sofrido com a dor do luto de 10 anos atrás, do meu irmão… Não consigo dar um basta a dor…me sinto culpada por não ter ter tido coragem de ir ao velório…sinto falta dele a todo momento..isso tem me impedido de ser feliz…Sinto dor pela separação, por um casamento que só me fez mal…onde fui humilhada e submetida a situações constragedoras….Este artigo veio coom refrigério pra alma…Agora, consigo ter esperança, de que posso mudar…voltar a ser quem eu era, melhorada….

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Maria Santos

Olá!
Seus artigos são maravilhosos. Li alguns e esse em especial vai me ajudar muito.
Estou passando exatamente por isso, me culpando incondicionalmente por ñ ter levado adiante uma chance de emprego em outro Estado. Muito cansada e precisando de um tempo para mim, terminei minha graduação e já tive que me mudar em menos de 10 dias. No segundo dia de trabalho, desisti e vim embora. Muitas coisas se passavam em minha cabeça naqueles dias…
Hoje me culpo muito por ter deixado uma chance assim. Não é todo dia que alguém sai da Universidade já empregada, e eu, consegui jogar fora. Tem menos de dois meses e todos os dias eu penso: "eu deveria ter ficado." Muito difícil me perdoar, mas quero conseguir!
Continuarei lendo, está me ajudando muito.
Obg!
Abraços.

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Carolina Torres

Olá, tenho um blog que divulga eventos gratuitos na área da psicologia, se vc se interessar, acesse: existepsicologiaemsp.blogspot.com.br! Um abraço!

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Maria

Estou adorando seus artigos, estão me ajudando muito a entender o que está acontecendo comigo. Este em especial me ajudou bastante, pois minha terapeuta disse que tinha que buscar dentro de mim, minhas feridas emocionais. E após ler este artigo consegui entender como fazer isso.

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Andréia

Muito obrigada!
tinha em mim..a força esquecida dentro do baú…
não posso mentir, falando que vou conseguir…pois..sempre acho q sozinha
não consigo!
mas preciso…eu tenho q ter forças…
acabo de ouvir…vc é desprezível…pensa somente em si mesma…
olha..acabo de pensar..que preciso ser assim…
o q falam q sou não consigo ser..pois mesmo ouvindo isso..não consigo me afastar
de quem tanto me atinge…!
Obrigada por colocarem essas ajudas aqui…
acreditem fez muita diferença em mim!

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maria augusta da silva caliari

És um homem de fibra!Ajudas aos semelhantes a transporem barreiras emocionais com muita maestria.Parabéns e muito sucesso.

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Bruna

Parabéns pelos artigos que posta! Estou acompanhando o site desde o início da semana, até então eu não conhecia…
Tenho uma enorme ferida emocional que não cura há dois anos. Fui traída e não consigo superar isso, e muito sofrimento. Lendo esse post consegui compreender muita coisa, mas não me sinto apta a aplicar em minha vida, pois dois anos se passaram e continuo com a mesma dor.
Parabéns mais uma vez!

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maria socorro

ola,
seu artigo serve exatamente para o que estava procurando, vou falar sobre cura emocional, e é claro que vou dizer que o artigo é seu, eu estudo psicologia e não conhecia seu trabalho, mas gostei, obrigada por compartilhar seus conhecimentos.

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Maria

Olá!

Há um tempo (alguns anos) passei a sentir intensa ansiedade ao conversar olhando diretamente para as pessoas… … fico ansiosa, o corpo todo contraído, o maxilar se contrai, começo a sentir que meu olhar fica paralisado no rosto da pessoa (olhos e boca) e isso vai me causando/aumentando um transtorno indefinido, a impressão que sinto é que a pessoa percebe que estou me sentindo assim e começa a passar a mão na própria boca, vou ficando ainda pior.

Esses sintomas tiveram inicio no dia morte de meu pai e me perseguem por anos… afetando minha atuação profissional, social, etc.

Há um tempo atrás estava no limite e me consultei com um psiquiatra que me fez algumas perguntas e me indicou RIVOTRIL… então quando sei que vou vivenciar situação de crise tomo 2mg de RIVOTRIL e me comporto como se não tivesse nada.

Isso me preocupa e me intriga… porque sinto isso? como me livrar desse incômodo sem tomar o remédio?

Terei de tomar RIVOTRIL até a morte para controlar esse transtorno que sinto?

Me desculpe, se puder me ajude.

Abraço!

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Luma

Miguel,

parabéns pelo texto! Mais uma vez você consegue expressar de força clara, simples e esperançosa algo que aflige a muitos. Fico feliz de ter encontrado sua página neste momento em que tanto preciso de palavras de ajuda e reconforto. Continue esse trabalho maravilhoso, porque você tem me ajudado muito e sei que muitos outros, que muitas vezes não deixam uma mensagem aqui, mas levam consigo as importantes mensagens que você nos passa!

Grande abraço!

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Helen

Miguel, parabéns pelo artigo!
Eu venho passado por um período de intenso conhecimento interior e me deparando com verdades inconscientes que governavam minha vida sem eu saber. A dor é inevitável e passei por momentos muito críticos, onde não me reconhecia no espelho e não sabia como obter ajuda. A opção foi tentar me comunicar comigo mesma, e aí começou um grande, lento, mas produtivo processo.
Me identifiquei com seu artigo e agora sinto mais ainda que estou no caminho certo para a cura emocional.
Gostaria de deixar registrado que a fé em Deus para nos ajudar a superar tudo, faz com que tudo que você falou seja mais eficiente ainda. O perdão, que é uma etapa para a cura, é divino.
Obrigada por compartilhar esse conhecimento.
Abraços.

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Beatriz

Muito informativo , acredito que ajudará muitas pessoas a saberem o que acontece no interior delas, e com esses passos simples chegarão a alguma solução

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Riccardo

Boa tarde, desde já parabéns pelo excelente blog, sou de Portugal, trabalho com reabilitação terapeutica e se alguém puder passe na minha página oficial http://www.facebook.com/riccardo.pt .
Muito obrigado e deixem um like!
Cumprimentos,
Riccardo

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Bruna

Estou passando por isso. Consegui ganhar uma bolsa de estudos para faculdade, coisa que eu não teria condições financeiras de pagar. Cursei por um ano, e tinha uma única amiga estudando junto. Esta amiga sem explicação me virou a cara, eu a questionei sobre o pq, mas ela não dizia. Passei seis meses com isso na cabeça, sentia falta dela, me sentia mal sem nem saber o porque…. Estourei em faltas, meus professores limparam a minha barra….. Continuei indo pra faculdade, mas o problema não saía da minha cabeça, eu não queria estar ali, me doía a falta dela, não tinha forças pra encara-la novamente, fiquei mal….. No fim, acabei saindo da faculdade, tentaram me convencer, mas tranquei a matrícula, e hj evito pensar no assunto, pois sei que quando encara-lo, sentirei muiiiiiiiiiita culpa, mas sinto saudade dos professores, de alguns colegas, do ambiente que joguei pro alto a toa .. :/

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luciana

boa noite consegui me indentificar com muitas coisas q vc falou pois fui traida em 2005 isso me trouxe muito sofrimento porq ele me expos eu quando saia do meu trabalho ia se encontrar com meu marido no trabalho dele e com pssar do tempo descobri q ele tinha um caso com a moca ao lado do trabalho dele imagina quantas vezes me fez de idiota me espondo na frente deste local hoje nao tenho coragem nem de passar nesta rua me sinto humilhada isso me faz muito mal depois desse episodio fiquei destuida e fiquei com uma pertubacao de dar uma de detetive peguei umas duas vezes varias ligacoes para mulhers e varias mensagens para mesma pessoa e pior q o individuo diz q me ama muito e faz isso q amor e esse q desconheco e pior q tenho medo de me separar e de nao ter forcas para cuidar dos meus filhos me ajuda o q faco!!!!

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Katia

Adorei o artigo! Muito bom! Me identifiquei muito com suas explicaçoes. Faço terapia, toda semana e algumas coisas nao entendia o porque, mas com artigo posso dizer que me fez refletir muito.
Obrigado, agradeço muito.

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Ademir Rêgo

Olha meu amigo muito seu artigo, vou copia e plagea.
Meus Parabéns

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ana izis

Oi meu nome é ana eu preciso de ajuda

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PENELOPE

OBRIGADA POR TER ESSA MATÉRIA , EU TENHO SINDROME DO PÂNICO E QUANDO ME ABORREÇO TENHO UMA CRISE DIFERENTE, FICO COM A VISTA SEM CONTROLE E UM ENCOMODO GRANDE DE PERDER A SENSAÇÃO DA REALIDADE….DEVIDO O MAL TRATO QUE RECEBI DO MARIDO NA HORA QUE PRECISAVA DE SEGURANÇA PRA ENFRENTAR A DOENÇA…EU FAÇO O MAIOR ESFORÇO E NÃO POSSO TRABALHAR POR CAUSA DISTO QUE ME DA DE UMA HORA PRA OUTRA ….

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lucimara

eu gostei demais dessa matéria, estou lutando contra feridas emocionais e as dicas foram valiosíssimas, não creio que será um processo fácil, mas "me enxergar" nesse artigo certamente já foi de grande ajuda pois despertou em mim a consciência da necessidade de mudança.

Obrigada

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THELMA MICHIAI

OBRIGADO…SABIAS PALAVRAS, QUE DEUS TE ILUMINE SEMPRE, ESPERO CONSEGUIR POR EM PRATICAS ESTES CONSELHOS.

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julio

Colega muito bom sua abordagem e como faze remissão do trauma, um ponto importante e deve ser levantado da decisão abrir feridas emocionais é como vc vai reagir essa cartazez, tive essa experiencia de querer saber o que provocou trauma e não tive mais controle sobre meu emocional e não conseguia mais parar de chora. Parei com terapia e não quis mais lembrar o que ocasionou meu trauma. Que notei precisava estar fortalecido no momento quer fazer escavação, claro isso dependente na natureza do trauma e idade que aconteceu quanto mais cedo pio por criança não ter defesas psiquicas. Cada trauma tem sua particularidade não dá por tudo mesmo saco.
Uma técnica estou estudando mindfulness para desenvolver o controle sobre os pensamentos e emoções e identificar os gatlhos mentais e deixa as emoções traumaticas não sobrepor a minha vontade de querer melhorar.

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AdelaideTerezinha

Esta matéria foi valiosíssima para mm. Está me ajudando a entender uma ferida emocional que carrego há anos, que me paralisava na vida e eu não sabia como resolver. Muito obrigada!

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Karla

O que fazer quando a propria Mãe e irmã são responsaveis por abrir essas feridas? Não sinto vontade de ter Qualquer relacionamento com elas. Quando eu explodo sou chamada de louca!

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GISELE FRANZIN GOMES

EU FICO FERRADA QUANDO UMA PESSOA TENTA ME ENGANAR, TENTA ME TESTAR, ISSO PORQUE NO PASSADO PASSEI MUITO POR ISSO…COMO FAZER QUANDO PERCEBER QUE ESTOU SENDO TESTADA?

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ALESSANDRA

Boa tarde Miguel!

Estou aqui chorando por dentro.
Sábias palavras era tudo isso que eu precisava ouvir.
É dificil você ser julgada pelas pessoas, dizem sempre não esquenta nao, é como se não tivéssemos sentimento.
Eu passei a vida inteira por diversas situações de rejeição, e isso me machuca muito.
Rejeição pq não queriam que eu viesse ao mundo, rejeição por ser gordinha, rejeição por não me acharem inteligente, rejeição por não poder ter filho, rejeição por ser separada, rejeiçao por um casamento de 15 anos onde meu marido não me toca e assim foi. Eu detesto ser contrariada, não sei lidar com isso.
Hoje tenho 39 anos e já perdi a conta de quantas demissões eu pedi, por estourar com coisas que no fundo eu sabia que vinham se arrastando comigo, me sinto muito irritada, fico irada com muita facilidade, fico agressiva e com pensamentos de fazer coisas que nem tenho vontade de falar, as vezes tenho vontade de pegar o carro e passar por cima das pessoas de tanta raiva que eu sinto. faço tratamento psicologico a alguns anos, semanalmente, tem me ajudado muito, mas sinto medo de mim mesma em alguns momentos de perda de controle. passei pelo psiquiatra, tomei medicação, mas no fundo eu tenho a sensação que a medicação camufla o que eu estou sentindo. tomo o remedio e parece que vivo em um mundo onde nada acontece, parece que ele cria uma muralha e nada me atinge. Mas é so parar de tomar que o muro desaba e a Bela vira Fera. A partir de hoje vou exercitar essas suas dicas para tentar retomar as minhas forças e sair da escravidão.

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Roseli Santos

Anos de terapia em menos de meia hora.
Arrasou!

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Luana Massa

Oi eu preciso me consultar com vc como faço para ter seu contato ?

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Josias Damas Cardoso

Olá Miguel, gostei muito do seu artigo e vou citar algumas de suas frases, mencionando honrosamente seu nome, em uma estudo que estou preparando para um grupo de minha Igreja (Batista)

Agradeço a Deus por sua vida.

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Berenice Domiciano

Gostei muito deste artigo Vou exercitar e tentar ajudar outras pessoas

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Satoyim

Gratidao Miguel Lucas. Excelente explicacao, muito didatico!!

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cida brito

Miguel, quero deixar aqui minha gratidão! Consegui identificar meus gatilhos. Verdadeiros gatilhos que disparavam sempre que sentia-me acuada. Parecia uma metralhadora…. Sabe, eu nunca consegui usar aqueles famosos 5 minutos, pois o gatilho disparava sem minha permissão.
Convivi com isso por muitos anos( 40 anos, talvez) fiz terapia mas nada, mas um dia… descobri que aquilo era gatilho, virei uma fera, atarraquei-me com o gatilho, foi uma luta, mas pela primeira vez, consegui segurar o gatilho(minha tecnica) mas agora ao ler seu artigo estou refinando minha tecnica.
Estou de parabens, feliz e por vc tambem!!!

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Juliana Sena

Nossa, acho que encontrei a solução que procurei por tanto tempo.. espero que eu consiga colocar em prática. obrigada Miguel.

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Rosana

Gostei muito! Me ajudou mt mesmo, eu passei por isso e quem não passou? E carregava mts questões do passado parecidas e que durante a minha primeira e segunda fase da vida aconteceram parecidos e trouxe uma carga emocional negativa p mim! Q bom! Só de ler eu já me sinto outra, eu já tinha diagnosticado tudo, só não sabia o que fazer com cada informação e aqui eu aprendi o que fazer com o que eu já sabia! Com o que eu lembrava a cada dia! E resolvi dentro de mim! Obrigada mt obrigada que Deus abençoe, Miguel.

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Elania

A coisa mais estranha que alguém pode sentir é gostar e odiar uma pessoa ao mesmo tempo. Virei um trapo nas mãos dele, tenho uma ferida enorme que só cresce meu desejo é vê-lo passar pelo mesmo mais por mim isso é normal? Tenho vontade que ele se ferre e que venha atrás de mim, me ajuda me sinto sem forças.

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Elania

Quero quero ele se humilhe a mim como eu me humilhei pra ele, quero que ele se sinta mal com o que me fez e me peça perdão.

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Ivone

Obrigada pela sua existência e ter surgido na minha vida.

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Liana M da

Parabéns! !Eu ja tinha lido outros artigos seus . Mais este é perfeito..muito obrigada.

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Rosilene

Esse artigo é excelente! Foi o melhor que eu li sobre feridas emocionais. Me ajudou muito !!!
Obrigada!

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marcio bueno

Excelente artigo, objetivo e equilibrado. Sofro muito com depressão e ansiedade, e seguramente esta página é a primeira a realmente me induzir a tê-la como favorita em meu navegador. Gostaria de por em prática este assunto em minha vida, mas confesso que jã não sinto muita vontade de viver e mudar, tenho quase 50 anos e acho que não vou durar muito, então porque mudar e tentar lutar de novo? O tempo provavelmente jã levou embora todos os que me fizeram mal (e os que me fizeram mal parecem que são aprovados por Deus então porque insistir no assunto?); Independente disto é uma matéria que se eu tivesse pensado em pesquisar antes faria muita diferença. parabéns pelo artigo.

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Marjorie

Parabéns Miguel,mais uma vez você como sempre deixa tudo completamente nítido.Continuo te adimirando muito!
Tudo de bom querido terapeuta.

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Pedro

Excelente, cara! Muito obrigado, me ajudou muito. Realmente (com exceção do exemplo dos pratos rs) foi exatamente o meu caso, o que me atinge, e realmente me deu uma base muito boa para reflexão e para aprendizado de como lidar com essas situações e seus efeitos. Obrigado, novamente.

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Jefferson Reis Martins

Meus parabéns Miguel Lucas, seu artigo é muito válido e chego a dizer até, essencial para pessoas que tem traumas de infância e isso prejudica grandemente a rotina adulta.
Ontem mesmo passei por uma situação como essa.
Muito obrigado, vou colocar em prática tudo que li nesse artigo hoje e tenho certeza que irá me ajudar muito .

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Marlene

Mas Miguel. Gostaria de saber se tem envovimento com a biblia, a palavra de Deus?

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Romildo Gonçalves

Boa tarde gostaria de um auxíliom minha filha de 2 anos e 8 meses que começou a gaguejar depois que que minha mulher parou de amamentar,como devo proceder nesse caso, falar sobre o assunto ajuda? Devo orientar minha mulher a dar o peito novamente?

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Eduardo

Eu fui vítima de abuso sexual na infância, repetidas vezes, pelo mesmo agressor.
Vivi por muito tempo com medo de me tornar um agressor também. Não aconteceu isto.

Só consegui fazer sexo com uma pessoa adulta aos 28 anos. Tinha medo do sexo. Ainda tenho, talvez.

Tive medo por muito tempo de ser heterossexual, queria ser homossexual. Porque se eu fosse homossexual, haveria algo de consentimento nas penetrações que ele praticou em mim. E talvez isso me desse alguma autonomia, e me fizesse menos vítima do que fui. Mas não sou homossexual, sou hétero…

Hoje, sou casado há dois anos.

Recentemente, fiquei desempregado (sou professor de filosofia da religião, dr em religião comparada) e o único emprego que consegui foi trabalhar na creche de minha mãe. Minha mãe sempre teve creche, desde antes dos abusos. Ela soube dos abusos, e conversou com o abusador, pediu pra ele parar, e tal.

Eu tenho até hoje um tanto de raiva dela e de meu pai, porque não me defenderam. Simplesmente conversaram, mas eu preferia que o tivessem espancado, matado, prendido, qualquer coisa.

Mas bem, a creche. Quando comecei a trabalhar lá, tive pesadelos nos quais eu abusava de algumas das crianças. Acordava suado, desesperado, ao lado da minha esposa, E chorava bem discretamente pra ela não ver.

O maior medo que qualquer abusado sente é o de se transformar em outro monstro agressor. Este sempre foi o meu maior medo!!!

Os pesadelos pararam quando eu tomei conhecimento deste medo e o trabalhei em mim. Hoje este medo passou, e passou pelos seguintes:

Há três meses, minha esposa está grávida.

E há uma semana o meu agressor morreu.

Eu fui ao enterro dele. Eu fechei o caixão dele. Eu o vi ser enterrado.
Na verdade, eu mesmo conduzi o rito fúnebre dele, levando as filhas dele ao hospital, pegando o comunicado de morte. Funerária, ajudar a escolher caixão. Cartório, pra pegar atestado de óbito.
Como uma vingança mesmo.

(Ah, é óbvio agora a todos: o abusador era um parente. Um primo mais velho, que à época tinha 18 anos, enquanto eu tinha 6.)

Mas voltando: eu cuidei de todo o processo funerário dele como uma vingança pessoal e emocional. Encarei como um presente de Deus ou dos Deuses (não sei quantos existem e presumo que sejam infinitos ou zero.)
Eu me vinguei. E ao mesmo tempo, o perdoei. Perdoei por ser um descontrolado, um criminoso, um monstro, um egoísta.

Nunca contei a ninguém a não ser minha mãe dos abusos. Não sei se ela contou ao meu pai. Nunca contei e nem contarei à mãe dele, ou a irmã, ou às filhas… Pra que? Não faz sentido, e nunca fez, se nem quem deveria me proteger e fazer o mínimo de justiça (minha mãe) contou a quem deveria (a polícia) antes de o sujeito se casar, ter filhos etc. Os filhos, a esposa, são também vítimas… ele a espancava. E foi um péssimo pai, sempre perdido entre bebidas, cigarros, crack… pra que causar a estes que o amaram este sofrimento? Eu não enterrei o pai ou irmão ou filho ou esposo deles, afinal…

Eu enterrei o meu abusador. Eu ouvi o barulho da terra batendo no tampo do caixão dele, e foi música.
Eu sobrevivi, me tornei um esposo, pai, primo, tio, professor etc decente.
Eu não me transformei dele, mas me transformei em mim.
Eu venci o medo de ser pra sempre vítima. Não é o caso: eu venci, eu venci, eu venci!!

Ainda careço de muito aprimoramento (e muita psicanálise e terapia, provavelmente), mas sou hoje a melhor versão possível de mim mesmo, e não nenhuma versão de qualquer outra pessoa… muito menos dele. Ele morreu, e eu estou mais vivo que nunca.

Nem sempre é fácil, mas é sempre possível superar qualquer coisa. Mais importante do que o que fizeram com a gente, é o que a gente faz com o que fizeram de nós.

Um beijo, Miguel. Siga sendo Luz.

Que Oxalá lhe abrace, Yemojá lhe banhe, Iansã lhe seja suave e Jesus lhe carregue nos ombros.

Obrigado pelo seu lindo texto.

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Aline

Muito grata! Eu vou colocar em pratica o que me ensinas te. EU vou conseguir!

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Marcos Scipioni

Oi Miguel, excelente texto muito bem trabalhado. Deve ter rendido algumas horas de dedicação. Concordo com todos os pontos e etapas. A única pontuação que gostaria de fazer é sobre, em muitos casos, a necessidade de um profissional qualificado para auxiliar na identificação e acolhimento das dores

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Ana Augusta Fleury

Ola Gustavo,

Vc tem alguma publicação sobre treinamento e fortalecimento emocional?
Ou outros artigos para indicar?
Faz trabalho personalizado online?
Art.

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Miguel Lucas

Olá Ana,

Não sei onde você foi buscar o nome Gustavo 😛 O meu nome é Miguel.

Sim disponibilizo consultas de psicologia online: http://www.escolapsicologia.com/sessoes-online/

E tenho uma Palestra sobre equilibrio emocional: http://www.escolapsicologia.com/cursos/palestra-online-motivacao/

Abraço,

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Jussara

Olá Miguel,

muito obrigada pelo texto. As suas dicas são muito valiosas. Tenho procurado anotar o sentimentos e reações diante dos acontecimentos que me afetam e tem ajudado muito. Tenho certeza que seu texto ajudará outras pessoas também a tomarem consciência de seus conflitos internos.

Um abraço cordial,
Jussara

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lol

ainda sofro com muitas coisas do passado que me deixaram-me com muitas dores emocionais e não consegui curá-las até hoje, eu sofria muito bullying e de palavras que as pessoas me diziam sem pensar e o pior que isso já tem mais de 10 anos, hoje em dia sofro complexo de inferioridade e depressão, sinto várias dores mas não consigo esquecer, espero que um dia eu consiga resolver isso dentro demim

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Luiz Araújo

Muito obrigado, agora que li,estou passando por isso agora é estou casado há vinte e cinco anos

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