Entenda os seus comportamentos não desejados
Psicologia Comportamental 22/09/2016

Entenda os seus comportamentos não desejados

Miguel Lucas Publicado por Miguel Lucas


Porque é que você continua fazendo coisas que odeia? Para responder de forma esclarecida a esta questão necessitamos de compreender o nosso padrão de comportamentos indesejados. Os “benefícios psicológicas” prendem as pessoas em padrões de comportamento que fornecem algumas recompensas psicológicas, mas que também têm desvantagens bastante significativas. Os exemplos mais comuns deste tipo de padrões de comportamento indesejáveis ??incluem: comer demais, fumar em excesso, procrastinar, modos problemáticos de interagir com outras pessoas, gastos excessivos, dependência de redes sociais ou televisão.

Neste artigo pretendo apresentar algumas estratégias eficazes que permitam que você deixe de agir de acordo com os padrões de comportamento indesejado.  Para isso é necessário compreender os tão bem escondidos  (ou não tão bem  escondidos) “benefícios psicológicos” associados com o comportamento prejudicial.

As pessoas geralmente não continuam a repetir padrões de comportamento a menos que retirem alguma forma de recompensa desse comportamento específico. Assim que você perceba quais as necessidades psicológicas que estão associadas ao comportamento indesejado, passa a ser mais fácil mudar esse comportamento e consequentemente  encontrar uma alternativa mais gratificante, saudável e adequada.

Vamos olhar para os diferentes tipos de recompensas que geralmente “prendem” as pessoas em padrões de comportamento indesejado. Pense num comportamento que você gostaria de abandonar. A leitura do artigo e consequente aplicação será mais proveitosa  se você identificar um exemplo específico da sua própria vida, usando-o à medida que for lendo.

De uma perspetiva psicológica, as “recompensas” apresentam-se de duas formas:

  • Como obter mais de algo que você deseja muito.
  • Como evitar ou reduzir algo que você não deseja (evitar pensamentos destrutivos, evitar emoções incapacitantes, ou escapar de situações ou tarefas difíceis).

Em diferentes domínios e áreas da nossa vida, os comportamentos indesejados e prejudiciais comportam neles algumas recompensas psicológicas, o que dificulta o processo de mudança:

  • Recompensas emocionais
  • Recompensa físicas
  • Recompensas cognitivas
  • Recompensas situacionais.

A reter: Qualquer comportamento indesejado irá ter vários tipos de recompensas psicológicas associados. E isto dificulta a extinção desse mesmo comportamento.

RECOMPENSAS EMOCIONAIS

O importante é reconhecer que os comportamentos indesejados estão freqentemente associados com uma mistura de consequências desejadas e outras indesejadas. Por exemplo, quando você quebra uma dieta e come demais pode, sentir culpa ou vergonha, mas você também pode sentir excitação e satisfação revoltando-se contra as regras auto-impostas.

Será que o comportamento que você quer reduzir ou abandonar oferece algumas emoções positivas? Quais?

  • Por exemplo: calma / tranquilidade / relaxamento, alegria, excitação, interesse.

Executar o comportamento indesejado reduzirá as suas emoções negativas? Quais?

  • Por exemplo: ansiedade / medo / tensão, vergonha, raiva, solidão, tristeza, culpa?

Às vezes as recompensas emocionais poderão ser muito subtis (por exemplo, fornecem uma leve sensação de interesse ou excitação, ou diminuem ligeiramente a sua raiva), pelo que deve tentar estar mais alerta e  incluir essas recompensas subtis na sua avaliação, porque elas são parte do quadro psicológico que o matêm firme nos seus comportamentos indesejados.

A saber: Um dos retornos mais importante, muitas vezes associados com o comportamento indesejado é a redução da ansiedade ou tensão. Diferentes tipos de comportamentos indesejados, funcionam como “ajuda”  para as pessoas,  reduzindo temporariamente os sentimentos de ansiedade. Sendo que essa suposta “ajuda” torna-se na grande maioria das vezes no próprio problema.

RECOMPENSAS COGNITIVAS

As recompensas cognitivas mascaram-se de muitas formas. Apresento alguns exemplos:

Distração. Distrair-se para evitar pensar em algo que lhe causa incómodo. Por exemplo, ler revistas ou assistir à TV pode ser uma distração eficaz para não pensar sobre os seus problemas pessoais, problemas psicológicos ou outros aspectos preocupantes da sua vida. O outro lado da moeda desta recompensa (despreocupação) é o facto de não se dedicar à resolução efetiva dos problemas.


Sensação de autonomia. Afirmar o seu sentido de ser dono do seu próprio destino, por exemplo “Eu sou um adulto e posso fazer o que eu quero”. Isso geralmente aplica-se a comportamentos indesejados que envolvem quebrar as regras sociais ou as suas próprias regras (por exemplo, gastar dinheiro que não lhe pertence ou quebrar uma dieta). Não há nada de errado com a profunda necessidade psicológica de querer fazer o que quiser, mas se essa necessidade for surgindo na sua vida de forma indesejada, poderá não ser cumprida de forma saudável noutras áreas da sua vida.

Imagem de si mesmo. Diz respeito ao modo como você se vê e como os outros o vêem. Vamos dizer que é realmente importante para você que outras pessoas saibam que você é uma pessoa agradável, justa, generosa, ou divertida. Se isso for importante para você, será um poderoso motivador do seu comportamento. Por exemplo, se você visualizar-se a gastar dinheiro livremente como parte da sua identidade divertida/despreocupada,  isso pode levá-lo a gastar mais dinheiro do que você pode suportar. Ou, querendo ser percebido como agradável pode levá-lo a ser muito generosos ajudando os outros. Se você está praticando um comportamento indesejado (que o irá prejudicar e ter uma consequência negativa na sua vida), valida a sua sensação de que você é amigo, justo, divertido, generoso (ou aquilo que for importante para você), então deve levar isso em consideração na sua análise. Ou seja, está a reforçar um comportamento que o prejudica, com o engrandecimento das qualidade que aprecia em si.

A saber: O reforço da sua identidade é um retorno psicológico importante, mas não deverá ser suportado e alimentado por um comportamento prejudicial.

Merecimento. Isto é, quando executa o comportamento indesejado valida que “merece” os bons resultados em consequência desse comportamento. Você merece ter a emoção de comprar coisas boas, você merece tratar-se bem, você merece descansar. As recompensas por merecimento são na sua maioria motivadores particularmente poderosos do comportamento, sobretudo se você estiver em conflito de valores, ou se você se percepciona como tendo uma baixa auto-estima. Uma das soluções para esse problema é tornar-se mais confortável acerca das suas necessidades psicológicas profundas, como por exemplo, o prazer e a realização pessoal, sendo que deve fazê-lo de uma forma que não fique no caminho das outras necessidades psicológicas profundas, como sentir-se no controlo do seu comportamento.

RECOMPENSAS FÍSICAS

Alguns tipos de comportamentos indesejados originam recompensas físicas. Por exemplo, durante um curto período depois de comer algo rico em açúcar, pode ter um grande retorno, aumentando os níveis de energia e redução do cansaço. Esta intensa e curta recompensa física tende a ser muito poderosa fazendo com que mantenha o comportamento indesejado quando você se sentir cansado ou abatido.

RECOMPENSAS SITUACIONAIS

O que acontece depois  de você accionar o comportamento indesejado? Por exemplo, se você gritar com o seu filho ou parceiro isso pode comprovar-se como eficaz, conseguindo que eles façam o que você precisa e quer a curto prazo (mesmo que não venha a ser útil para esses relacionamentos a longo prazo).

Se você gritar com o seu parceiro e ele/ela parar de chatear você? Se você bater nos seus filhos, eles param de fazer as asneiras que vinham fazendo, dando-lhe atenção e fazendo uma pausa? Nestes casos, os resultados que você alcançou são parte daquilo que irá fazer com que mantenha esse comportamento indesejado.

Será que fazendo o comportamento indesejado (pelo menos temporariamente) “retira-o” de algo que você não quer fazer ou algo que seria difícil de fazer?

Será que sabotar os seus relacionamentos significa que você evita a proximidade no relacionamento e problemas de comprometimento que seriam difíceis para você?

Procrastinar no trabalho significa que será menos provável que venha a ser promovido. Você sente-se ambivalente acerca do que é necessário para se ser promovido (por exemplo, você não quer falar em público ou em viagens, você gosta de ser apenas um funcionário, em vez de chefe)?

CONCLUINDO

Depois de saber que as necessidades psicológicas são confundidas com o comportamento indesejado, pense em estratégias alternativas de enfrentamento. Estas podem ser estratégias alternativas de enfrentamento para os momentos e situações em que você fazia o comportamento indesejado. Ou, dependendo do comportamento que você está focado, as estratégias podem funcionar como formas alternativas, mas mais saudáveis e adequadas à resolução dos mesmos problemas, (por exemplo, como é que você pode tornar-se mais confortável com a relação de proximidade/confiança) ou ideias mais amplas sobre como obter algumas necessidades psicológicas preenchidas na sua vida em geral (por exemplo, como você poderia aumentar as suas oportunidades de afirmar-se, divertir-se, experimentar coisas novas, ou ser respeitado pelos outros).

Sabemos então, que na grande maioria das vezes para qualquer comportamento indesejado que temos, gera-se um conflito interno. Esse conflito interno tem a sua origem e é depois alimentado devido à sua recompensa psicológica (por exemplo: aliviar a ansiedade, aumentar a auto-estima ou evitar a dor), no entanto as consequências desse mesmo comportamentos são disfuncionais, ou seja aumentam ainda mais o problema (por exemplo: aumento de peso, adiar consecutivamente, afastamento social). A situação torna-se num ciclo vicioso crescente, dado que comportamento gera comportamento e consequentemente, comportamento indesejado gera comportamentos indesejados.

Dica: Sempre que tiver dificuldade em mudar os comportamentos indesejados, verifique que recompensa pode estar associada a esses comportamentos. Em seguida, arranje formas mais adequadas e funcionais de obter as recompensas psicológicas que esse comportamento indesejado lhe fornece. Mais concretamente: recompensas emocionais, recompensa físicas, recompensas cognitivas e recompensas situacionais.

Abraço

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Comentários
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José Antonio Furquim

Caro Miguel, admiro e leio suas materias, são muito uteis para mim que sofro de ansiedade muitas vezes me levando a quadros depressivos. Nesta voce abordou o tema principal do problema, ou seja, porque nós que sofremos deste problema de pensamentos obsessivos não conseguimos evita-los. A questão é exatamente esta, evita-los. Não os ter. Substituir e recompensar é extremamente desgastante, eu gostaria de não acordar com eles, mas acho que é pedir demais, não creio que para isso tenha solução. Estou vencendo substituindo, mas a produtividade do dia cai quando passamos a ficar enfrentando nós mesmos ao invés de criarmos coisas novas. Pense nisso, obrigado pela sua ajuda. Muitos leem, poucos comentam, muitos são ajudados. Continue.

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Miguel Lucas

Olá José, obrigado pelo comentário.

Os comportamentos não desejados, tal como eu referi no artigo, muitas vezes mantêm-se devido a outras recompensas psicológicas associadas. Isto só serve para entendermos alguns processos pelos quais nós esforçamo-nos mais recorrentemente temos insucesso. No que diz respeito à forma, tratamento ou programa para minimizar, aprender a lidar ou superar esses comportamentos é necessário conhecimento terapêutico (principalmente se esses comportamentos nos prejudicam a vida). É necessário um enquadramento específico para cada pessoa, e isso infelizmente é uma impossível através dos artigos.

Claro que os artigos servem, têm a sua utilidade e podem ajudar até certo ponto, mas como tudo também têm as suas limitações.

caso queira especificar um pouco mais o seu problema, estou disponível para poder enquadrar mais especificamente algumas das sua preocupações.

Abraço

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Bruno César Bulnes

Ótimo artigo. Realmente é muito difícil se livrar dos comportamentos indesejados. Parece que quanto mais você luta, mais você perde.
Porém, como você mencionou no texto, para realizar uma efetiva correção em si mesmo, é necessário verificar os reais motivos desses comportamentos e, consequentemente, elaborar mecanismos para tirá-los da sua vida.

Abraços. Até a próxima.
Bruno César Bulnes.

brunocesarbulnes.blogspot.com

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Miguel Lucas

Olá Bruno, obrigado pelo comentário.

É isso mesmo que você disse e eu reforço, é necessário perceber o que está na raiz dos comportamentos indesejados e depois implementar um conjunto de comportamentos que sirvam as mesmas necessidades psicológicas, mas escolhidos dentro de um conjunto de possibilidades mais saudáveis e adequados aos objectivos.

Abraço

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Anônimo

E as pessoas que têm a mania de se atrasar, seriam viciados em adrenalina? falo por mim… Acho difícil encontrar a razão de um comportamento tão destrutivo e que em tão curto prazo já é possível vislumbrar um mau desdobramento.

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Miguel Lucas

Olá Anónimo, obrigado pelo comentário.

O hábito de chegar atrasado, é isso mesmo um hábito que cristalizou, um padrão mental que entrou em automático, fazendo com que por “magia” aconteça sempre algo que lhe impede de chegar a tempo aos compromissos.

Não tem nada a ver com o vício da adrenalina, mas sim com os hábitos enraizados, suportados pela crença de que você é assim e que isso faz parte de você. Claro que faz parte de você, mas com uma reprogramação mental e consequente implementação de novos hábitos, você conseguirá melhorar o seu problema.

É possível com a implementação de um programa de novos hábitos (os que antecedem os compromissos)

Sorte e dedicação.

Abraço

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Edson

Olá Miguel (me sinto como seu amigo),
Muito do escrito aqui me fez pensar em coisas que quase nunca quero pensar. E como se estivesse me olhando de dentro pra fora. E bastante dificil praticar isso, porém este artigo me mostrou a possibilidade de cambiar meus comportamentos indejados.
Muito bom.

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bianca

olá Miguel

adooooro o seu trabalho. seus textos tem me ajudando muuuito. muito obrigada pela disposição.
tenho uma pergunta, estive casada por 6anos e nos separamos por conta do vício dele por drogas, eu adoeci com o vicio dele , quase entro em depressao , faz 2anos q nos separamos mas mesmo assim nao consigo deixar de ter contato com essa pessoa, mesmo nao tendo mais nenhum compromisso com ele , ainda nos encontramos as vezes e nos falamos por telefone, e logo em seguida em fico uma sensação de culpa horrivel, q me gera muito desconforto e ansiedade. onde eu volto a ligar pra ele .
a mudança de país ajudaria a romper esse círculo vicioso de uma vez por todas será . novos habitos novos amigos nova lingua novo trabalho. se puder explanar algo nesse sentido eu ficaria muito agradecid

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Miguel Lucas

Olá Bianca, obrigado pelo comentário.

A mudança que diz ser possível de fazer é sempre uma possibilidade de acordo com os seus desejos e queres, no entanto essa não tem de ser nacessariamente a única decisão para conseguir resolver a sua situação. O fato de sentir-se mal, depois de falar com o seu ex marido é natural. Eventualmente nos últimos tempos antes da separação passou por tempos atribulados, tendo feito um conjunto de associação desagradáveis com o seu ex- marido. Na atualidade, quando fala com ele, as memórias de incómodo, acionam mecanismo antigos que a fazem sentir-se mal. Tente não associar isso ao presente, lembre-se que essa foi uma associação antiga criada num altura em que as coisas não iam bem. Hoje já n tem motivos para se sentir mal (ainda que as memórias a façam reviver sentimentos antigos). O que descrevi é apenas uma possibilidade para o que me perguntou (eventualmente podem existir outras justificações, alheias á informação que me transmitiu).

Abraço

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Lusiel Jaime

Miguel, já há algum tempo que queria te agradecer. Seu site é ótimo e tem trazido muitas informações úteis para mim. Já indiquei até para amigos. Muito, mas muito obrigado pelo esforço que tanta ajuda traz às vidas de muitas pessoas. Um grande abraço!

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Catharine

Caro Miguel, realmente são muito valiosas as informações que constam nos seus artigos. Uma das coisas mais difíceis para todos é o equilíbrio emocional. Algo que se agrava ainda mais, quanto mais o mundo evolui e mais rápidos se tornam as difusões de informação. A superficialidade tende a ser uma constante e agradar a si próprio passa a ser uma condição confusa.
Muito bom ter encontrado seu site.

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Sandra

Olá Miguel,

parabéns pelo seu trabalho! Realmente tem ajudado muitas pessoas! Mas, eu gostaria de fazer uma colocacao. Por que damos poder a tais "maus hábitos" em virtude dessa ou daquela recompensa, quando fazer o que "é certo" nos aliviaria, já seria uma recompensa em si. Por que nós, seres humanos, damos tanto poder ao que é "ruim" e temos tantas dificuldades em fortalecer o que é bom? Talvez eu nao saiba me explicar muito bem, mas isso é algo que tenho observado….Ninguém diz que gosta de violência, por exemplo, mas os filmes policiais sao o maior sucesso na TV, no cinema, etc. Ninguém se importa quando ouve alguma notícia boa no noticiário, mas ficam horas grudados e comentam sem parar quando é algo ruim, trágico. Entende aonde quero chegar? Você como estudioso da alma humana, talvez tenha melhor compreensao do porquê desse "padrao" de comportamento: por que é tao mais fácil fortalecer o mal, as coisas ruins nas nossas vidas e as coisas boas acabam tornando-se utopia, sonho, miragem…

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Eva

Miguel, parabéns pelo seu trabalho.
Sempre muito esclarecedor e apontadado
para o alívio do sofrimento humano.

Um abraço

Eva

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luzia

Caro Miguel, gostaria de saber sua opinião a respeito de situação que estou vivendo com uma mulher que é psicologa. Sou casada a mais de 30 anos, tinha duas filhas, sendo que a mais velha eu a perdi num acidente. Foi duro demais só quem perde um filho conhece o tamanho da dor, emfim essa mulher conviveu com a minha família, e logo começou a se interessar pelo meu marido, e nesta época ela também era casada, mas mesmo assim ela foi em frente até que ela conseguiu envolver o meu marido. Ela acabou separando do marido. Isso ja faz mais de 10 anos e diante dessa situação eu não aguentei mais e coloquei meu marido pra fora de casa. Hoje ele vive com ela, mais diz o tempo todo pra nossa filha que ta muito infeliz, e ja disse pra mim que tem medo de separar dela e ela fazer escandalos na frente do trabalho dele. Gostaria que me desse uma orientação, esse comportamento dela é normal? Ainda mais sendo uma psicologa. O fato dela ser essa pessoa sem escrúpulo, sem caráter que vive fazendo pessoas infelizes tem a capacidade de ser uma boa psicologa, se ela mesmo não consegue resolver a sua própria vida. Como você vê essa psicologa?

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Everton p

eu so tenho a agradecer boas palavras que com certeza vao me ajudar muito daqui pra frente;Que Deus te ilumune cada dia mais em sua vida miguel e muito obrigado por vc existir !

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renato

Muito obrigado por compartilhar seu conhecimento e adimiravel um jovem como você com tanto conteúdo . Um homem como você já nasceu abençoado com uma mente privilegiada . Fico chateado quando leio um comentario critico .e como se a pessoa estivesce em um deserto e recebe se uma jarra de agua fresca e a derrama se na areia.

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Neumara

Ola Dr. miguel.
Vi seus videos hoje e senti saudades do site, resolvi passar aqui.
Esse texto me deu uma luz, tenho muitos comportamentos indesejados, como alcoolismo, consumismo e procrastinação.. esses comportamentos, me trazem temporariamente algumas recompensas, mas logo em seguida me levam a uma depressão profunda que carrego ha vários anos, é difícil lutar contra isso, entretanto, graças aos artigos, estou procurando novamente auxilio psicológico é uma pena que você não resida no Brasil, es um grande profissional. é admirável seu trabalho, parabéns!

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Eliana Maciel Simoni

Olá acho que tenho pensamentos e imaginações de pessoas fazendo sexo ou nus entre familiares pai mãe filhos , marido etc e isso me faz sofrer e chorar pois não gosto de pensar e imaginar estas coisas me faz sofrer muito , imagine vc imaginar seu pai pelado fazendo sexo com vc ou seu marido fazendo com nossas filha e vice versa ,amigos ,amigos tbm me ajude por favor já procurei ajuda psiquiatra falando disso e p médico fala que sou bipolar e tenho depressão maior , será dr que estou ficando louca olho para minhas filhas e imagino elas nuas e logo falo Deus tire estes pensamentos e imaginações de minha mente , isto tem cura , como fazer para terçastes pensamentos e imaginações é normal?me ajude não aguento mais , choro choro até falei para meu marido sobre isto, e ele fala que tenho que abrir o coração ,não aguento mais e tenho tbm pensamentos de faca pessoas da família em um caixão penso que vou matar alguém e istad coisas vem sem querer em minha mente para uma voz falando me ajude pelo amor de Deus não aguento mais sofrer e me culpar por tudo isso obrigada Eliana

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juzileide

Nossa, parabens pelo artigo, me senti em um consultorio, pois vc é muito esclarecido e consegue se aproximar bem do leitor, me ajudou muito esse artigo, continue divulgando mais.obg

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etevaldo

muito bom nota dez

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Anderson Conti

Caro Miguel,
Trabalho como Consultor em Dependência Química a 17 anos com indivíduos de ambos os sexos dependentes químicos e a muito tempo uso este assunto como motivador de remissão ao uso de drogas e realmente funciona.
Parabéns, não conhecia seu site, mas vou segui-lo, peço que se possível mande-me outros locais onde posso encontrar suas orientações.

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tahuany barreto

Boa tarde. Gostei muito do seu texto e gostaria de saber quais referencias utilizou para elaborar o assunto de Recompensas Psicologicas.

Obg

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Oromile

oi, eu tenho serios problemas nao sei se pode me ajudar

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Ricardo Santos

Como evitar de peidar em local público quando se sabe que aqueles gases se forem represados irão fazer um mal interno ?

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