7 dicas para aliviar a sua carga emocional - Miguel Lucas
Saúde e Bem-Estar 22/09/2016

7 dicas para aliviar a sua carga emocional

Miguel Lucas Publicado por Miguel Lucas

Somos seres emocionais, como tal, todos transportamos a nossa história emocional. Por vezes essa carga vai ficando muito pesado e começa a fazer danos na nossa saúde mental e física. Quando os sentimentos negativos e de grande impacto emocional não vão sendo descartados, eles tendem a gerar sofrimento emocional

Quanto pesa a sua vida? Imagine por um segundo que você está carregando uma mochila. Certamente iria sentir as alças nos seus ombros. Agora, imagine que o peso que você carrega são as pessoas com que você se vai cruzando na sua vida. Comece com conhecidos casuais, amigos de amigos, pessoas no escritório e depois mude para as pessoas em quem confia, com seus segredos mais íntimos.

Seus primos, suas tias, seus tios, seus irmãos, suas irmãs, seus pais e, finalmente, seu marido, sua esposa, seu namorado ou sua namorada. Coloque-os nessa mochila. Sinta todo o peso. Não se engane, os seus relacionamentos são os componentes mais pesados ​​da sua vida. Você sente as alças cortando os seus ombros? Todas essas negociações e argumentos, segredos e compromissos. Você não precisa carregar todo esse peso. Você pode ir deitando fora alguma dessa carga emocional.

Vejamos alguns passos que podem ajudar:

1- Deixe de ter pena de si mesmo

Autopiedade, esse sentimento é destruidor. Você sofre desta avaliação deturpada de si mesmo? Sim, é uma avaliação deturpada que nos afasta as nossas capacidades, desligando-nos de nós mesmos. Ficamos presos nos sentimentos negativos, julgando sermos vitimas do mundo em geral. Isso faz com que a nossa força vital diminua, sentimo-nos impotentes e ficamos paralisados , deixando de ajudar a nós mesmos.

Ilusoriamente acreditamos sermos incapazes de melhorar o estado em que nos encontramos. Este é o grande dano da autopiedade.

Importa parar de sentir a pena que tentamos evocar nos outros acerca de nós. Ficar preso na autopiedade, alimentá-la e ruminar nisso, certamente piorará a situação que possa estar a enfrentar. Há que terminar este processo autodestrutivo. O “como” vem da aceitação da autopiedade.

No momento que a aceitar pode perceber o processo que o levou a construir essa ideia acerca de si mesmo. A partir desse ponto você pode ser capaz de assumir o controle dos seus pensamentos.

2- Não acredite em tudo o que a sua voz interior sussurra para você

Todo mundo tem uma voz interior, ou seja, a maneira como você fala para si mesmo na sua cabeça ou em voz alta. Mas às vezes essa voz pode ser cruel, mesmo que seja ditada por você.

Pode dizer-lhe que você é um fracasso ou convencê-lo a salientar sobre algo que você não tem absolutamente nenhum controle.

A maioria das pessoas tem uma elevada crítica negativa interna que torna a sua vida mais estressante. Aprender a ter uma voz interior tranquilizadora pode fazer uma grande diferença para melhorar sua saúde mental e física.

Obviamente, é mais fácil dizer do que fazer, mas aqui está um bom lugar para começar:

Quando sua voz interior lhe dá um retorno e conselhos realmente ruins, pare e pense em como você falaria com o seu melhor amigo nessa situação. Então tente ajustar sua voz interior para falar dessa forma e com a mesma compaixão que falaria para o seu amigo.

Em seguida, tente olhar a situação por outra perspectiva:

  • Se os meus amigos estivessem a dizer isto para eles mesmos, o que eu lhes diria para desafiarem as suas autoverbalizações negativas?
  • Como eu poderia dizer-lhes para reformularem a situação de uma forma mais positiva?

Olhar a situação por outro prisma permite pensar mais criativamente acerca dela e vê-la a partir de um ângulo diferente.

3- Você não é uma má pessoa por ter pensamentos perturbadores

Os pensamentos não têm necessariamente valor moral. A sua ansiedade ou pensamento obsessivo pode dizer que sim e que você é ruim por ter um mau pensamento. Esta é uma das muitas mentiras da ansiedade e dos pensamentos intrusivos.

Mas você pode não acreditar nessa mentira e ver as coisas como elas são, um momento do nosso cérebro percebendo alguma coisas perturbadoras. Você pode olhar para os seus pensamentos como se fossem nuvens passando (o que assim irá acontecer se resistir à vontade de se envolver com eles). Isso pode ser muito difícil, mas se você se proposer a fazê-lo, certamente será capaz. Acredite em você, e nesta técnica, tem é que colocá-la em prática.

4- Abandone os seus ressentimentos

Todos temos ressentimentos. Sejam direcionados para os nossos pais, parceiros ou colegas, os ressentimentos ocupam muito tempo na nossa mente, impedindo-nos de funcionarmos adequadamente. Ao optar por deixá-los, você irá tornar sua vida muito mais leve. Se analisar bem, os ressentimentos perturbam apenas as pessoas que os criam, que os sentem e que se deixam afetar por eles, e não as pessoas que são alvo desses ressentimentos.

A parte mais difícil é tomar a decisão de deixar ir embora os seus ressentimentos. Utilizo a ideia de “deixar ir”, porque trata-se disso mesmo, se cada vez que esse pensamento ou imagem de ressentimento lhe surgir na mente, se não focar a sua atenção nele, se não o alimentar através do foco na recordação do acontecimento, ele acaba por desaparecer.

5- Deixe ir aquilo que lhe faz mal

Quando acreditamos que estamos perdendo o controle, agarramo-nos firmemente ao que receamos. Quando o nosso maior medo se apodera de nós, cerramos o punho e os dentes, fechamos os olhos e seguramos nele. Temos que aprender a deixar ir.

Quando chega o momento de crescimento e mudança, devemos ter a coragem e a fé de deixar ir. Esforce-se por deixar ir aquilo que o magoa ou contribui para a sua destruição. Abra espaço para algo melhor.

6- Quando se sentir abatido reserve um tempo para si mesmo

Quando você sente vontade de ficar em casa, de estar sozinho, quando está demasiado abatido, ou desligado, provavelmente o seu estado de ser está pedindo-lhe para descansar. Não ignore esse fato.

Respeite a si mesmo, tomando algum tempo para se energizar, refletir e recuperar. Tire um dia de folga se for possível. Pode estar a acontecer algo muito importante no seu interior que necessita da sua atenção.

Tente olhar para o seu interior, para as suas emoções, desejos, frustrações, decepções, sem julgamento. Observe tudo isso. Em silêncio, nós temos uma oportunidade para refletir, ouvir e ganhar novos insights sobre nós mesmos. Em silêncio, podemos pensar, sentir e mais importante de tudo, respirar.

Quando você buscar orientação, compreensão, clareza, ou a paz de espírito, o primeiro passo é dominar a arte do silêncio e repensar o valor da solidão.

Por momentos pare toda a atividade física e sente-se, naturalmente, à vontade, fique em silêncio e deixe o som ao seu redor fluir na sua mente. Não pense em nada, olhe simplesmente para a experiência além do pensamento. Não queira controlar nada, descontraia-se e fique nesse estado.

Assista à sua experiência interna. Desenvolver e treinar esta prática, permite-lhe descobrir um espaço de calmaria em você mesmo. Permite-lhe viver o presente e aceder à sua inteligência mais profunda.

7- Quando o seu passado lhe bater à porta, não se envolva, ele não tem nada de novo para dizer

Sobreviver à desgraça ou a maus-tratos, aprender com os erros, e incorporar o bem que já tivemos, são oportunidades para crescer para além do nosso passado, mantendo o fio condutor que constitui o indivíduo único que somos. Em psicologia, este processo chama-se de Crescimento Pós-traumático.

Ao conseguirmos fazer o exercício mental de percebermos que nós não somos apenas aquilo que nos aconteceu no passado, que nós não somos os nossos traumas, erros, mágoas, angústias, tornamo-nos mais do que a soma dos nossos acontecimentos passados.

Por exemplo, não somos mais a vítima de bullying na infância, não somos mais a criança molestada. Nós somos mais do que a pessoa que éramos no passado, ainda que essas experiências continuem a ser parte de quem nós somos.

Para aprofundar o assunto leia: 8 formas para ultrapassar o seu passado e seguir em frente com a sua vida

Abraço,

Miguel Lucas

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